terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Escrava sexual




No "Essa é a minha história" de hoje, vamos mergulhar num mundo sem pudores e sem limites, através dessa narrativa corajosa e bela feita por Irene.




"Meu nome é Irene e tenho 36 anos.

Quero dividir meu drama particular com as leitoras do seu blog, que conheci há pouco tempo atrás. Li todas as histórias publicadas anteriormente e isso me incentivou a criar coragem e contar a minha também. Até porque não tenho muitas pessoas com quem dividi-la.

Sabe, minha vida sempre foi normal. Sou a irmã mais velha dos cinco filhos que meus pais tiveram, então não brincava muito, porque tinha que ajudar minha mãe a cuidar dos meus irmãos. Não éramos pobres a ponto de passar fome, mas em casa tudo era dividido, nossas roupas eram passadas de uma criança para outra, assim como nossos brinquedos. Estudamos em escolas públicas o que, na época, não era tão ruim assim. Minha mãe era muito prendada e gostava de fazer artesanato, e assim ajudava ao meu pai com as despesas da família. Com 12 anos eu andava sozinha, dava banho nos meus irmãos, trocava fraldas, fazia faxina na casa e cuidava deles quando mamãe saía para entregar alguma encomenda, ou ir ao mercado. Além de fazer isso tudo diariamente, eu também tinha que estudar muito, para ingressar numa boa faculdade algum dia e poder oferecer uma vida melhor para meus pais e meus irmãos. A adolescência chegou e foi embora e, se não fossem pelos pêlos pubianos e seios, eu nem teria notado. Eu não saía de casa para ir ao cinema porque não tínhamos dinheiro, nem saía com meus amigos, porque não tinha amigos na verdade. Com uma vida tão corrida, quem tem tempo para amigos?

Dos 12 aos 18 anos, a vida passou rapidamente. Com 14 anos consegui um emprego numa lojinha de artesanato na beira da estrada, mas nem por isso minhas obrigações com estudos e com meus irmãos diminuíram. Terminei a escola com louvor aos 17 e, com 18 anos, passei para uma boa faculdade de engenharia. Minha mãe queria que eu fosse médica, para cuidar dela e de meu pai na velhice, mas eu detestava ver sangue. Todas as vezes que meus irmãos se machucavam (e foram muitas!), eu ajudava minha mãe a cuidar de seus ferimentos com frieza, para depois sentir tremedeiras no corpo e sentir tonturas. Pensando nisso agora, era uma reação retardada a que eu tinha, com certeza para não parecer inútil perante meus pais.

Minha vida foi assim: muitas responsabilidades, nenhuma diversão.

Na faculdade minha vida mudou completamente. Foi como se eu tivesse acabado de chegar a esse mundo. Conheci tantas pessoas interessantes! No segundo ano de faculdade, saí da casa dos meus pais para dividir um apartamento perto da Universidade com mais duas amigas e comecei a estagiar numa empresa de grande porte. Como eu já estava muito acostumada à responsabilidade, não tive dificuldade alguma em morar sem meus pais. Senti sim, muita falta de meus irmãos, e demorou um tempo para que eu pudesse sentir prazer em viver a vida de uma jovem solteira. Ainda assim, visitava minha família toda semana. 

                                         


Foi numa viagem com amigas da faculdade que, aos 22 anos, conheci o Stephan. Ele bebia sozinho na boate onde estávamos e, ao me ver, se aproximou. Ele era muito alto, bonito, corpo atlético e quando chegou perto de mim, pude sentir seu perfume. Ele também era alemão, o que eu jamais teria pensado, porque era negro. Eu nunca havia conhecido nenhum alemão negro antes... nem nenhum outro alemão, na verdade, mas alemão negro eu nunca tinha ouvido falar. 

Stephan falava bem o Português, mas tinha um sotaque engraçado. Conversamos, dançamos, bebemos um pouco e saí da boate naquela noite sem as minhas amigas. Eu estava apreensiva, mas o pouco álcool que eu havia ingerido foi suficiente para me dar mais coragem. O fato de Stephan ser um galanteador à la Don Juan também contribuiu muito para que fosse com ele ao seu hotel.

A noite foi maravilhosa. Eu perdi a minha virgindade com ele, que foi extremamente cuidadoso e delicado. Foi, sem sombra de dúvida, a noite mais maravilhosa que eu já tive na vida.

Nos quatro dias que seguiram, eu praticamente deixei minhas amigas de lado para ficar com ele. Sentia-me embriagada ao lado dele e ele demonstrava muito prazer e alegria em estar comigo. Mas, vida que segue, como mulher responsável que sempre fui, voltei à minha rotina de faculdade, estudos e trabalho de novo. Sentia muitas saudades de Stephan. Ele me fazia sentir a mulher mais linda do mundo e aquele sentimento era novo para mim, porque nunca havia prestado atenção a essas coisas.

Ele deixou escrito o endereço dele na Alemanha, estranho, sem nome de rua, e pediu que não perdêssemos contato, porque gostaria de me ver outras vezes. No dia em que decidi escrever para ele, recebi uma carta da Alemanha com mesmo endereço estranho e sem nome algum de remetente. Era uma carta dele e eu fiquei radiante! Na carta ele dizia estar vindo ao Brasil no próximo mês para me ver. Falamos-nos por telefone algumas vezes depois disso. Eu estava tão apaixonada!

Dito e feito. Um mês depois, ele veio ao Brasil e se hospedou num hotel luxuoso. Durante as duas semanas em que Stephan ficou aqui, eu não visitei minha família e faltei a algumas aulas, coisas que jamais pensaria em fazer. Nossa relação era tão gostosa, tínhamos tantas afinidades, que eu tinha a certeza de que iria me casar com ele.

Ele veio para o Brasil mais duas vezes e, finalmente, quando terminei a faculdade, eu fui à Alemanha conhecer sua vida. Ele pagou minha passagem e me pegou no aeroporto. Fiquei hospedada em sua luxuosa casa. Era, sem dúvida, a casa mais linda que eu havia visto na vida! Tinha lareira, cômodos amplos, dois andares, móveis planejados, muita madeira, enfeites de várias partes do mundo. Fotos dele em vários países do mundo. Fotos com os pais, já falecidos. Ele era um homem de negócios muito bem sucedido e, durante os 10 dias que passei com ele, tive a oportunidade de conhecer alguns de seus amigos, todos extremamente simpáticos e bem vestidos. Eles chegavam em carros de luxo, bebiam um pouco, conversavam um pouco, me olhavam bastante e sempre sorriam. Por duas vezes eles pediram licença e se fecharam em seu escritório.

De volta ao Brasil, a saudade me corroía. Falávamos-nos quase que diariamente e eu já não suportava ficar sem ele. Nessa época, recebi uma proposta de trabalho muito boa e fiquei animada, pois poderia ajudar meus pais de uma forma que nunca pudera antes. Contei para ele a novidade, por telefone. Três dias depois, na data em que eu havia marcado para ir ao RH da empresa, ele surgiu na minha porta com um buquê de flores e um anel enorme de diamantes, e de joelhos, me pediu que casasse com ele. Esse foi o segundo dia mais feliz da minha vida.
                     

Não só recusei o emprego, como mudei minha vida completamente do dia para a noite. Apresentei Stephan aos meus pais, que ficaram surpresos com tantas novidades, porque eu nunca havia falado nada para eles. Prometi que sempre cuidaria deles e que enviaria dinheiro da Alemanha, assim que arrumasse um emprego. Stephan disse a eles que cuidaria muito bem de mim e que enviaria passagens para eles e meus irmãos participarem de nosso casamento. Stephan voltou à Alemanha três dias depois, e eu fui, de mala e cuia, duas semanas depois. Tudo ocorreu de forma rápida e excitante. Mal tive tempo de me despedir das minhas queridas amigas de faculdade e de apartamento, nem tampouco da minha família. 

A vida na Alemanha era um sonho. Morávamos num lugar lindo, tínhamos muito conforto, jantávamos fora quase todos os dias. Eu queria me sentir em casa, fui arrumando aos poucos, adaptando meu gosto pessoal. Stephan, sempre muito flexível, parecia gostar da minha adaptação. Disse-me para não me preocupar em trabalhar por enquanto, que eu aprendesse o alemão primeiro e, somente depois do casamento, começasse a pensar em trabalhar. Nenhum de nós dois desejava ter filhos. Ele era filho único e seus pais já eram falecidos e eu, acho que por ter vivido e visto a imensa dificuldade que meus pais, meus irmãos e eu passamos, não queria trazer uma criança a esse mundo para passar por dificuldades, mesmo tendo condições financeiras para criar e educar um filho confortavelmente.

Stephan gostava muito de sexo e me ensinava tudo, já que eu era muito inexperiente. Ele queria fazer sexo todos os dias e a qualquer hora do dia ou da noite. Tudo era motivo para deixa-lo excitado: eu acordando, eu cozinhando, eu limpando a casa. Eu participava ativamente de todas as brincadeiras e fantasias. Não tinha muito que fazer da vida naquela época e ele trabalhava em casa na maior parte do tempo.

Meus pais e dois irmãos chegaram à Alemanha três dias antes do nosso casamento e ficaram hospedados em um hotel próximo. A cerimônia foi muito bonita, no jardim da nossa casa, com minha família de quatro representantes, e os amigos dele. Ficamos na Alemanha por mais dois dias com minha família e os levamos para conhecer o país, e, no dia que embarcaram para o Brasil, nós dois viajamos para as ilhas gregas em nossa lua-de-mel.

De volta para casa, na Alemanha, Stephan começou a trabalhar um pouco mais do que de costume, ainda assim, transávamos diariamente. Éramos só nós dois, então não havia hora, nem limites. Depois de alguns meses mergulhados numa rotina intensa de sexo, prazer e muitas fantasias sem nenhum pudor, ele me preparou uma surpresa: estávamos fazendo amor na cozinha, quando fui surpreendida com a imagem de um amigo de Stephan refletida na porta das micro-ondas, nu e ereto, vindo em minha direção. Assustei-me, mas, mesmo sem dizer uma palavra, Stephan me tranquilizou com seu olhar e seus gestos carinhosos. Esse foi o primeiro episódio de muitos outros que ainda estavam por vir...

Não irei escrever os detalhes mais íntimos do que ocorria, pois não sei se isso acarretaria em algum problema para vocês, ao ser publicado na internet. Tentarei ser o mais fiel possível aos fatos, sem ser explícita.

Esse amigo de Stephan voltou outras vezes. Depois de uns dois meses, outros amigos apareceram também. No princípio era prazeroso. Um mundo novo se apresentava para mim e, com meu marido ao meu lado, eu me sentia segura para permitir, participar das brincadeiras e sentir prazer com elas.

Nos meses seguintes foram aparecendo cada vez mais amigos. Em um desses dias, Stephan me colocou num puff redondo e grande na sala, cercada por cinco homens. Eles faziam o que queriam comigo, se revezando. Num determinado momento, pedi para ir ao banheiro e, passando pela cozinha, vi, pelo reflexo do mesmo micro-ondas, um doa amigos de Stephan tirar algumas notas de euro da calça e dar a ele. Continuei andando até o banheiro, me tranquei, sentei no vaso para não cair, porque minhas pernas estavam bambas e meu corpo tremia; não sei se pelo cansaço físico ou pela decepção imensa que senti. Meu marido estava recebendo dinheiro dos amigos, para transarem comigo. Fiquei com isso na cabeça, mas não o confrontei naquele dia.

Agora eu entendia porque de Stephan ter tantos amigos. E todos homens!

Três dias depois, meu marido estava na sala, assistindo TV e alguns de seus “amigos” começaram a chegar. Muitos rostos eram novos para mim.

Ele me pediu que levasse uma cerveja para ele e, quando me aproximei, ele colocou a mão por debaixo da saia que eu usava, começou a beijar e a acariciar minhas pernas, tirando minha calcinha. O que eu sentia era um misto de raiva, prazer e vergonha. Uma carga de emoções diferentes, e todas igualmente intensas. Stephan iniciou a orgia, para seus amigos, um por um, ou vários ao mesmo tempo, desfrutarem de mim.

Eu estava muito confusa. Ao mesmo tempo em que Stephan me fazia sentir e me dizia que aquilo tudo era bom e normal, eu me sentia incomodada e triste quase que o tempo todo.

Disse que iria tomar um banho, mas desviei o caminho para o corredor. Nesse dia, tive a confirmação de que meu marido, de fato, estava me fazendo de prostituta. Obviamente eu já entendia o alemão, e ouvi aqueles homens dizendo o quão bom tinha sido, que valia cada centavo, que voltariam novamente, que avisariam a fulano...

 
              Imagem: Kaleidoscope U of Alabama Birmingham
                                          
                
Depois de tomar um longo banho e seus amigos terem ido embora, confrontei meu marido pela primeira vez. O que vi na minha frente, foi um homem; Stephan ao avesso. Ele me falou que servir a ele e a quem ele permitisse era obrigação minha e o fato dele cobrar por isso, era um direito dele. Uma vez que eu não trabalhava, era justo que desse algum lucro a ele, ao invés de prejuízo. Não tenho palavras para descrever tamanho desespero que senti. Era tudo muito confuso. Quem era aquele homem? Cadê o meu marido? Esse era meu marido? Nada fazia sentido, e tudo fazia sentido! Eu precisava sair daquele lugar. Eu estava na Alemanha, meu Deus! 

Stephan foi tomar banho e eu saí de casa. Correndo feito uma louca na rua gelada, me dei conta que não fazia ideia de onde ir. Em todos esses meses, Stephan havia me mantido dentro de casa, fazendo uma espécie de lavagem cerebral sexual comigo e eu nem me dera conta. Não sabia nem onde era o mercado, não tinha amigos nenhum, não tinha dinheiro para ir a lugar algum. Corri até cansar, depois vaguei, sem rumo, pela cidade fria. Sentei num banco público qualquer e comecei a chorar muito, com a cabeça entre as pernas. Foi quando senti um toque delicado na minha cabeça e, ao olhar para cima, vi um rosto conhecido. Não me lembrava de onde conhecia aquela mulher alta, loira, magra como uma modelo de passarela, mas ela me perguntou o que estava acontecendo e eu contei tudo a ela, numa fração de segundos, tão nervosa eu estava. Ele me transmitia muita confiança, e me disse que entrasse no carro dela, que iria me acolher em sua casa, que eu precisava descansar, e que, no dia seguinte, pensaríamos juntas em como proceder. Eu concordei e ela me levou para sua casa. Deu-me um chá quentinho, roupa de cama cheirosa, e eu apaguei.

Quando abri meus olhos, com muita dificuldade, vi o rosto de Stephan. Quis gritar, mas acho que não saía nenhum som da minha boca. Sentia-me pesada feito um elefante, não conseguia me movimentar, e meu raciocínio estava lento também. Não sabia se estava sonhando ou se realmente aconteceu, e até hoje, lembro-me de flashes apenas. Stephan me carregando no colo. Stephan sorrindo. Stephan dirigindo.

Acordei com uma espécie de ressaca pavorosa, nua, com minhas mãos algemadas na cabeceira, e meus pés amarrados na nossa cama. Stephan disse: “boa noite, meu amor. Você me fez muito mal em fugir de casa. Não deveria agir dessa forma com seu marido. Você será devidamente punida por isso”. Deu-me um beijo na testa, saiu do quarto e fechou a porta. Esforcei-me para desatar os pés dos nós e as mãos das algemas, claro, em vão. Pensei que essas coisas acontecessem nos filmes, nunca na vida real. Não comigo. Não era possível.

Ainda imobilizada, a porta se abriu e três homens entraram. Estupraram-me repetidamente.

Vivi essa rotina de escrava sexual durante mais de um ano. Estava deprimida, havia emagrecido mais de 10 quilos, o que aborrecia Stephan. Ele me dizia para comer, empurrava comida na minha boca. O número de homens começou a diminuir. Tinha apenas um “cliente” fiel, um homem velho e esquisito, que sentia muito prazer em me violentar, porque eu parecia um cadáver. Essas foram suas palavras.

Eu estava no inferno. Não podia falar com ninguém, não tinha acesso a computador nem telefone, não tinha amigos. Stephan colocava o telefone no meu ouvido, às vezes, para falar com meus pais, e monitorava nossas conversas, de forma que eu não falasse nada suspeito, mas isso já fazia mais de um mês que não acontecia. Ou uma semana. Não sabia quanto tempo, na verdade.

Não sei como, nem porque, mas um dia simplesmente acordei com vontade de sair do inferno. Alguns dizem que foi Deus que me resgatou, outros que foi minha força interior. Fato é que comecei a comer novamente, comecei a tomar banho, e voltei a ganhar peso. Aos poucos, mesmo com a rotina de escrava sexual, fui parecendo mais como uma mulher e menos como um cadáver. Mas eu havia mudado por dentro também. Não sentia nada. Absolutamente nada.

Essa força não durou por muito tempo, não foi suficiente para que eu conseguisse sair de lá, e eu tive altos e baixos. Lutava comigo mesma, me forçava a aceitar a situação e aprender a gostar dela, para que Stephan ficasse feliz e pudéssemos ter uma vida feliz novamente. É difícil descrever em palavras, mas é como se houvessem duas Irenes em mim, uma queria lutar, outra se entregar, e elas estavam igualmente vivas. Num dia só, eu podia sentir o poder de ambas, e oscilava entre uma e outra.

Depois de três anos vivendo como escrava sexual, entendi que o único jeito de sair dali seria morta. Com um alívio muito grande, cortei meus pulsos com a faca da cozinha, quando Stephan estava em seu escritório, e sentei no chão da cozinha, feliz.

No hospital, quando acordei, pude relatar tudo o que me acontecera à polícia e às mulheres a assistência social e da embaixada. Nem sinal de Stephan nem de seus amigos medonhos. Levaram-me para um abrigo, onde fui muito bem tratada. Dei todas as informações que pediram sobre Stephan. Falei com meus pais pelo telefone. Fiz tratamento psicológico inicial antes de voltar para o Brasil, e continuei quando cheguei aqui.

Nunca mais ouvi falar daquele homem. Durante alguns anos vivi com muito medo. Mudei de cidade e comecei uma vida nova, do zero. Tenho um bom emprego, faço acompanhamento psicológico e faço um trabalho voluntário com prostitutas e meninas de rua que, apesar de não ser exatamente o que eu passei, tem inúmeras semelhanças, e, com minha experiência, eu posso ajuda-las. Não tenho mais medo de encontra-lo. O que ele poderia fazer contra mim, afinal de contas? Tirar minha vida? Não tenho medo de morrer, o que me deixa segura em relação aos meus passos e à minha vida. Foi uma história muito intensa e muito dolorosa essa que eu vivi, mas, graças à excelente terapeuta que me acompanhou ao longo dos últimos dez anos, e à minha vontade de viver e ajudar as pessoas em situações semelhantes, não tenho traumas, apenas lembranças.

Obrigada pelo espaço. Desejo que minha história, assim como tantas outras contadas em seu blog, ajude a mulheres que precisam.

Sinceramente.

Irene."



Todas as histórias são reais e enviada à Monde Privé por suas autoras. Todos os nomes são fictícios, para proteger a identidade da autora.

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